Deslizamentos e inundações fazem mais de mil mortos na Serra Leoa

“Mais de mil pessoas morreram nos deslizamentos de terra e nas inundações e nunca saberemos o número exacto”, afirmou Elenoroh Metzger, líder das mulheres de Regent, uma zona na periferia da capital Freetown, onde ocorreram os deslizamentos, citado pelo Notícias ao Minuto.

As inundações e os deslizamentos ocorreram a 14 de agosto e, segundo a agência Associated Press (AP), o governo do país anunciou inicialmente a morte de 450 pessoas, enquanto as organizações não-governamentais (ONG) apontavam que as 600 pessoas desaparecidas dificilmente seriam encontradas com vida.

Centenas de funerais têm sido realizados, enquanto continuam os trabalhos de resgate debaixo de chuva. As condições climatéricas poderão causar novos deslizamentos e casas soterradas, já que as habitações são feitas de materiais precários.

Centenas de pessoas que vivem em zonas de risco estão a ser retiradas, enquanto as ONG entregam mantimentos e água potável de forma a prevenir possíveis doenças.

De acordo com a AP, há críticos que acusam o governo da Serra Leoa de não ter aprendido com catástrofes anteriores em Freetown, onde muitas das zonas pobres estão perto do mar e falta escoamento de águas. A capital sofre também com as construções ilegais nas suas colinas.

Na semana passada, a agência France-Presse, citando fonte da morgue central de Freetown, dava conta de 499 mortos, incluindo 156 crianças, mas com as equipas de socorro ainda à procura de mais vítimas.

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