Estudo mostra que a Obesidade causa morte prematura a homens e mulheres

Após anos de pesquisa em cinco continentes, foi concluído um estudo que revela factos sobre a obesidade que estão ligados a saúde e o tempo de vida.

De acordo com o estudo a obesidade pode encurtar em até alguns anos de vida da pessoa obesa. Esta conclusão chega como resposta a questão controversa que foi debatida durante anos.

Embora a obesidade seja um risco conhecido para as doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, câncer e diabetes tipo 2, que podem encurtar a vida, o impacto da obesidade por si só foi muito debatido.

Que não se confunda estar acima do peso com estar obeso. O Sobrepeso e a obesidade são medidas pelo IMC – índice de massa corporal – O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Se souber do seu peso e altura então calcule aqui.

Um grande grupo de investigadores internacionais tentou superar os problemas dos estudos anteriores por analisar uma grande quantidade de dados recolhidos em estudos menores em 3,9 milhões de adultos no mundo. Eles descobriram que mesmo as pessoas com excesso de peso (não obesas) correm risco de uma morte precoce em relação as pessoas de peso normal.

Os pesquisadores da  Global BMI Mortality Collaboration olharam para o risco de morte prematura entre as idades de 35 e 70 anos. Os homens de peso normal (com um IMC de 18,5 a 25) têm um risco de 19% de uma morte precoce e as mulheres 11%  de chance. Para aqueles que são moderadamente obesos, com IMC de 30 a 35, o risco de morte precoce se eleva a 29,5% para os homens e 14,6% para as mulheres.

Maitland St, Toronto, Ontario, Canada
Maitland St, Toronto, Ontario, Canada

Mas este estudo, que foi publicado na revista médica Lancet, ainda não é o ‘veredicto’. Em um comentário na revista, três cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos apontam algumas ‘falhas’ no estudo, pois quando se utiliza dados do IMC como critério, o estudo exclui o fato de que peso não é só gordura, mas sim massa muscular, e também há pessoas que morreram durante os primeiros anos em que o estudo era realizado e esses factores não influenciaram nos resultados.

De modo que ainda é um campo aberto a mais conclusões.

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