Filipe Nyusi diz que crise política e calamidades condicionaram educação em 2016

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que o conflito militar entre as Forças de Defesa e Segurança e a Renamo, principal partido de oposição, e as calamidades naturais comprometeram os objetivos da educação em algumas regiões em 2016.

“O ano passado foi fortemente condicionado por fatores que são adversos ao ensino e aprendizagem”, disse o chefe de Estado moçambicano, falando durante a abertura do ano letivo de 2017, na província de Gaza, sul de Moçambique.

Cerca de 20 mil alunos das províncias do centro de Moçambique ficaram em risco de falhar os exames finais em novembro devido à insegurança militar na região centro do país, segundo o então ministro moçambicano da Educação e Desenvolvimento Humanos, Jorge Ferrão.

Ao longo do último ano milhares de alunos ficaram privados de aulas e dezenas de escolas foram encerradas, sobretudo nos principais pontos do conflito, nas províncias de Manica, Zambézia e Sofala.

De acordo com o Presidente moçambicano, a paralisação das aulas nestas regiões teve consequências negativas para os planos do Governo, na medida em que condicionou o objetivo de eliminar os altos níveis de analfabetismo nestes locais.

A Renamo exige governar em seis províncias onde reivindica vitória nas eleições de 2014 e acusa a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder desde a independência, de ter cometido fraude no escrutínio.

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