Michel Temer, Presidente do Brasil repudia violência e vandalismo em protestos no Brasil

O PRESIDENTE do Brasil, Michel Temer, repudiou os actos de vandalismo e violência de manifestantes terça-feira em frente ao Congresso, em Brasília, que fizeram feridos e deixaram um rasto de destruição nas ruas e em ministérios.

“A intolerância não é forma de expressão democrática e não pode ser instrumento para pressionar o Congresso”, disse o Chefe de Estado, através do porta-voz da Presidência, Alexandre Parola. De acordo com o mesmo mandatário, o executivo esteve sempre aberto ao diálogo e defende o direito à reivindicação, mas jamais aceitará actos de destruição do património.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, cerca de 10 mil manifestantes, a maioria do movimento “Ocupa Brasília”, protestaram terça-feira à tarde em frente ao Congresso.

Em causa está a oposição à Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que limita os gastos públicos do Governo para os próximos 20 anos, em discussão no Senado na terça-feira, e à reforma do ensino secundário.

Os manifestantes revoltados partiram vidros e aparelhos de ar condicionado dos Ministérios do Desporto e Desenvolvimento Agrário e da Educação, arrancaram placas de trânsito, destruíram estações de autocarro e atearam fogo a veículos. O Museu Nacional e outros prédios na zona foram alvo de pinturas.

Em comunicado, a União Nacional dos Estudantes (UNE), que falou em 50 mil manifestantes, repudiou a acção policial, dizendo: “O que nos assusta e nos deixa perplexos é a Polícia Militar jogar bombas de efeito moral, gás de pimenta, cavalaria e balas de borracha contra estudantes, alguns menores de idade, que protestam pacificamente”.

“Esse é o reflexo de um governo autoritário, ilegítimo e que não tem um mínimo de senso de diálogo”, lê-se na nota.

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