Moçambicana condenada nos EUA por tráfico de mão-de-obra

Segundo um comunicado do departamento de justiça dos Estados Unidos, trata-se de Nélia Angelina Mulembwe, de 37 anos, que em 2015 e de forma fraudulenta, levou de Moçambique uma jovem alegando que acompanhava a si e as suas crianças aos Estados Unidos e que era estudante e ficaria naquele país por apenas 30 dias.

Em 2017, as autoridades americanas receberam uma denúncia de que uma mulher moçambicana era mantida em cativeiro na zona de Dallas, a este do Texas. Investigações levadas a cabo pelas autoridades americanas concluíram que na verdade, a jovem havia sido traficada de Moçambique e trabalhava na casa da Nélia Mulembwe como uma escrava. Para além de trabalhar sem direito a folgas ou descanso, a vítima dormia numa esteira no quarto das crianças até à data do seu resgate em Junho do ano passado.

Nelia Angelina Mulembwe enviava o equivalente a setenta dólares mensais à família em Moçambique.

Além de ter sido condenada a seis anos de prisão pelo tribunal de Texas, Nelia Mulembwe vai ter de pagar uma indemnização de perto de 109 mil dólares à sua vítima cuja identidade não foi revelada pelas autoridades americanas.

O procurador federal Joseph Brown, que revelou o facto, disse que este caso configura uma forma moderna de escravidão e tem-se tornado muito comum nos últimos tempos.

Fonte: O País

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