“O inferno não existe” Papa Francisco

O papa Francisco iniciou, ontem, no Vaticano, as cerimónias da Páscoa, que este ano estão a ser marcadas por medidas de segurança e por uma declaração controversa do líder católico a negar a existência do inferno, escreve a Lusa.

As comemorações solenes coincidem com uma nova controvérsia de comunicação no Vaticano sobre a afirmação do papa de que o inferno não existe. “O inferno não existe, o que existe é o desaparecimento de almas pecaminosas”, disse o papa em entrevista concedida a Eugenio Scalfari, fundador do jornal italiano La Repubblica, citado pela Lusa.

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O Vaticano apressou-se a reagir às palavras atribuídas a Francisco, não negando a afirmação do papa, mas dizendo apenas que o jornalista, que fará 94 anos em Abril, reconstruiu uma conversa.

“Nenhuma frase colocada entre aspas (na entrevista) deve ser considerada como uma transcrição fiel das palavras do santo padre”, declarou o Vaticano, observando que Francisco certamente se avistou com Eugenio Scalfari, mas não numa entrevista.

Citado pelo La Repubblica, o papa afirmou que “aqueles que se arrependem recebem o perdão de Deus e tomam seu lugar entre aqueles que O contemplam, mas aqueles que não se arrependem e que, portanto, não podem ser perdoados, desaparecem”.

O catecismo oficial da Igreja Católica, escreve ainda a Lusa, no entanto, declara “a existência do inferno e sua eternidade”, segundo a sua transcrição no ‘site’ do Vaticano.

Esta é a segunda controvérsia envolvendo o papa e Scalfari, quando, após uma entrevista de Francisco em Julho de 2014 ao fundador do La Republica, o Vaticano negou declarações atribuídas a Francisco a assinalar que existiam soluções para o celibato dos padres.

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