ONU pede 9,2 milhões de euros para ajuda a Moçambique

 As Nações Unidas renovaram esta quarta-feira o apelo urgente para angariar 10,2 milhões de dólares (cerca de 9,2 milhões de euros) para ajudar as vitimas do ciclone Dineo, que atingiu Moçambique a 15 de fevereiro passado.

O apelo esteve ativo pela primeira vez entre dia 01 de março e 01 de junho, mas apenas recebeu 24 por cento do financiamento necessário.Segundo a ONU, no decorrer do ciclone, que causou sete mortes e destruiu cerca de 20 mil habitações, 550 mil pessoas precisaram de apoio e com os fundos disponíveis apenas 150 mil terão acesso a assistência.

O pedido para Moçambique está incluído num relatório de assistência humanitária divulgado hoje e que atualiza o valor necessário para atender todas as crises em que a ONU está envolvida em 1,3 mil milhões de dólares, atingindo os 23,5 mil milhões de dólares (cerca de 21,1 mil milhões de euros).

Segundo o Escritório de Assistência Humanitária da ONU (OCHA), o número de pessoas que necessitam de ajuda em todo o mundo atingiu o valor recorde de 141 milhões de dólaresem 37 países.Até este momento, a ONU apenas angariou 6,2 mil milhões de dólares, o que compromete a ajuda humanitária que presta em todo o mundo.

“Com o apoio generoso dos nossos doadores, os nossos parceiros rapidamente responderam para prestar níveis recorde de assistência em ambientes muitas vezes desafiantes e perigosos. Os doadores investiram nestes esforços, mas estamos numa guerra contra o tempo. As vidas das pessoas e o seu bem-estar depende do nosso apoio coletivo”, disse o vice secretário-geral para os Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência, Stephen O’Brien.

Nos primeiros meses do ano, a ajuda chegou a algumas das zonas mais problemáticas do mundo, como o Iémen, onde 5,8 milhões de pessoas receberam comida e ajuda de emergência, ou o Sudão do Sul, onde a mesma ajuda chegou a mais de três milhões de pessoas.

A assistência chegou ainda a 2,7 milhões de somalis e 2,2 milhões de sírios.

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