PR Nyusi condena ataques que se registam em Cabo Delgado

O Presidente da República, Filipe Nyusi, condenou vigorosamente os ataques que vêm sendo perpetrados na província de Cabo Delgado, por grupos cujas motivações ainda não são conhecidas.

O Chefe de Estado moçambicano assegurou que o Governo não vai descansar até que os seus actores e colaboradores sejam neutralizados e responsabilizados pelos seus actos criminosos.


Nyusi, que falava ontem na Praça dos Heróis Moçambicanos, por ocasião da passagem do 25 de Junho, dia da Independência Nacional, disse que, para tal, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão no terreno firmes e implacáveis.

O Chefe do Estado adiantou que no quadro das medidas tomadas para por cobro a este fenómeno conta-se com a colaboração das comunidades e de toda a sociedade no sentido de manter a calma e colaborar com as autoridades denunciando toda e qualquer situação anómala de modo a frustrar as iniciativas dos malfeitores.

“Em momentos como este, exige-se ponderação para que não se tomem medidas precipitadas porque, infelizmente, há quem se considera mais visionário, mesmo quando não tem a certeza do que diz. É preciso resolver o problema na profundeza”, disse.

Segundo Nyusi, o Governo tem estado atento a procura de soluções produtivas sem assumir a postura de vítima e se lamentações nem comentar o que acontece porque tem a responsabilidade de encontrar soluções estratégicas sejam elas internas ou externas.

“O Governo defende que qualquer reivindicação de sectores da população sejam elas legítimas ou não devem ser colocadas nos locais apropriados para serem, resolvidos por via do diálogo que é a melhor para o alcance dos objectivos pretendidos.

“Acompanhamos com indignação os actos perturbadores da tranquilidade perpetrados por grupos de malfeitores em alguns distritos da província de Cabo Delgado, alegadamente com motivações religiosas. Trata-se de actos hediondos que repugnam a todos nos”, disse o Chefe do Estado.

Estes actos, segundo Nyusi, atentam contra a ordem pública e semeiam dor e luto nas famílias, além de provocar pânico entre as populações criando agitação nas comunidades.

Os malfeitores, para além de causar mortes e feridos, destroem casas e infra-estruturas, vandalizam aldeias e roubam produtos dos populares, colocando-os em situação de tensão e apreensão, contribuindo para o seu empobrecimento ao perderem as suas fontes de rendimento.

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