Tropas senegalesas preparam ataque militar à Yahya Jammeh caso ele insista em permanecer na presidência

Como relatamos, o presidente Yahya Jammeh aceitou inicialmente a derrota nas eleições de 1 de Dezembro, porém mais tarde ele recusou que teria perdido nas votações.

O presidente da Ecowas (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) disse que o Senegal foi escolhido para liderar operações “para restaurar os desejos do povo”, se necessário. O presidente Jammeh já disse que não ficará intimidado, dizendo que a Ecowas não tem autoridade para interferir nas questões individuais do seu país.

Jammeh, que governa há 22 anos, apresentou um caso à Suprema Corte para anular as votações depois que a comissão eleitoral modificou alguns resultados a favor do outro candidato.

A comissão insiste que o resultado não foi afectado por um erro inicial e que o candidato Adama Barrow ganhou a votação e deve ser empossado como presidente em 19 de janeiro.

Marcel Alain de Souza, presidente da comissão Ecowas, disse que Jammeh tinha até essa data para reclamar com seus mediadores.

“Se ele não abandonar o poder, temos forças de alerta já alertadas e essas forças de reserva devem ser capazes de intervir para restaurar o desejo do povo”, disse ele.
A Gâmbia, uma antiga colônia britânica, está cercada por três lados pelo Senegal.
“O Senegal foi selecionado por seus pares para liderar as operações, mas não queremos iniciar um conflito”, disse de Souza.

“Se ele ama seu povo, ele tem que ser capaz de negociar uma porta de saída com calma, se isso não acontecer, os meios mais radicais serão usados.”

O presidente Jammeh, de 51 anos, tomou o poder em 1994 e foi acusado de abusos contra os direitos humanos, embora tenha realizado eleições regulares. A Gâmbia não teve uma transferência suave de poder desde a independência da Grã-Bretanha em 1965.

Comente aqui pelo Facebook

Add a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Protegido contra cópias!!!
Inline
Inline